Quinta, 22 de agosto de 2019   -     22:14 |
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W. Dias apresenta projetos à Câmara de Comércio dos países árabes

 Foto: Ascom Surpi

Apresentar os projetos do Piauí e estabelecer parcerias com os países árabes foram alguns dos temas tratados pelo governador Wellington Dias na manhã desta quinta-feira (18), na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), durante audiência com o presidente Rubens Hannun e a diretoria da CCAB.

Segundo Rubens Hannun, o encontro foi produtivo, prático e de conhecimento da realidade do trabalho desenvolvido no Piauí e também foi a oportunidade de conhecer o Consórcio Nordeste. “A Câmara de Comércio Árabe-Brasileiro faz conexão com os países árabes, que são parceiros e estão interessados em investir no Brasil. Estamos trabalhando para estabelecer parcerias estratégicas”, disse o presidente da Câmara, enfatizando que a meta é não ficar somente no segmento de compra e venda. “Há interesse maior em parcerias estratégicas, pois só o processo de compra e venda é muito vulnerável e essa foi apenas a primeira reunião e já deu para ver a possibilidade de efetuar parcerias, pois vimos projetos estratégicos de médio e longo prazo, com foco na sustentabilidade”, explica.

Rubens Hannun ressaltou que os países árabes buscam projetos bem estruturados, com objetivos definidos. “A CCAB mostrou um pouco o que é esse comércio com os árabes e o potencial que pode ser explorado”, informa o presidente, esclarecendo que no total são 22 países árabes e mais de 400 milhões de habitantes, o que representa um mercado forte.

“O governador Wellington Dias destacou as ações já estabelecidas e definidas. Vamos trabalhar juntos nessa visão mais que comercial, mas também social, pois percebemos que há uma linha de bem alinhada de que o desenvolvimento e as parcerias tenham preocupação com melhorias do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e também com saneamento. Nós também temos essa preocupação com o social”, disse.

Durante audiência na CCAB, o governador Wellington Dias falou da longa relação do Brasil com os países árabes e destacou a presença da colônia árabe no Piauí. “Acredito que haverá uma relação bilateral coordenada pela Câmara de fazemos bons negócios e parcerias nas áreas acadêmica, cultural e social, com bons resultados para piauienses e árabes”, diz Wellington, ressaltando o calendário de atividades que será criado e, com certeza, trará bons resultados para o Nordeste e para os países árabes.

O governador citou a parceria na implantação de escola de idiomas, com plataforma de mediação tecnológica e destacou ainda projetos de infraestrutura, seja com estradas, ferrovias, portos, aeroportos.

 Foto: Ascom Surpi

CCAB deve participar de reunião do Fórum de Governadores

A superintendente de Parcerias e Concessões (Suparc), Viviane Moura, também acompanhou a reunião e destacou que são 22 países e a missão é integrar setores público e privado do Brasil com essas nações e, a partir desta integração, apoiar e ajudar no processo de identificação de novas oportunidades de negócios e viabilização de projetos tanto de natureza pública quanto privado. “Eles demostraram interesse em nosso portfólio, em especial, com alguns projetos que têm uma sinergia com o mercado árabe, foram destacados portos, ferrovias e miniusinas”, disse Viviane.

Desse encontro, ficou acertado que no dia 21 de agosto, em Teresina, a CCAB deve participar da reunião do Fórum de Governadores no sentido de organizar uma missão para alguns países árabes onde os gestores apresentem o potencial e todas as oportunidades de novos negócios na região.

“Essas reuniões e momentos de integração com entidades, empresas e embaixadas são importantes, pois trabalhar estratégias de desenvolvimento de negócios em outros países é fundamental. Afinal de contas, não temos no Brasil capital suficiente para alavancar toda infraestrutura reprimida e menos ainda para dar cabo às necessidades e demanda de todos os governos. É um processo de prospecção”, afirma Viviane, acrescentando que a diretoria da CCAB ficou surpresa com o nível de maturidade do Piauí com relação ao planejamento, a implementação de políticas públicas, a organização estratégica e a estruturação do programa de Parcerias Público Privada.

* Com informações da Ccom/PI

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