Segunda, 24 de fevereiro de 2020   -     20:42 |
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Suspeito de participar de assassinato de cabo do Bope Claudemir morre em Teresina

Foto: Gilcilene Araújo/G1

Igor Andrade Sousa, 22 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (7), após cerca de seis meses em recuperação por ter sido baleado em agosto de 2019. Ele era acusado de homicídio qualificado por envolvimento na morte do cabo do Bope Claudemir de Paula Sousa, em dezembro de 2016.

A morte foi confirmada pela Polícia Militar e o corpo deu entrada no Instituto Médico Legal de Teresina na madrugada desta sexta-feira (7). Ainda não está confirmado o que teria causado a morte, mas a PM informou que ele se recuperava de dois tiros que o atingiram no abdômen.

O julgamento de Igor pela morte do cabo do Bope foi adiado quatro vezes, a última por conta do estado de saúde do rapaz. No pedido de adiamento de novembro de 2019, a defesa de Igor Sousa apresentou atestado médico registrado por um médico da Unidade de Saúde da Família do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O acusado se encontra absolutamente impossibilitado de comparecer ao ato processual na data marcada, em razão de se encontrar gravemente enfermo, ainda bastante debilitado fisicamente e psicologicamente, está acamado em sua residência desde quando recebeu alta", declarou a defesa.

O juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto, responsável por presidir o julgamento, acatou o pedido. 

O crime 

O rapaz era suspeito, de acordo com as investigações sobre a morte do cabo Claudemir, de fazer parte da organização do crime e da contratação dos executores do militar.

Claudemir Sousa, 33 anos, estava saindo da academia onde treinava quando foi abordado pelos criminosos. No dia seguinte cinco pessoas foram presas, entre elas um homem que usava tornozeleira eletrônica. A investigação da Polícia Civil e do Ministério Público apontou que Leonardo Ferreira Lima e Maria Ocionira Barbosa de Sousa encomendaram a morte da vítima. Os suspeitos mantinham um relacionamento amoroso e eram parceiros em supostas fraudes ao INSS.

A peça do MP defende que, temendo que a reaproximação prejudicasse sua relação amorosa e financeira, os acusados planejaram o homicídio e ofereceram R$ 20 mil aos executores. A negociação foi intermediada pelo acusado José Roberto Leal da Silva, conhecido como Beto Jamaica, que contratou Weslley Marlon Silva, Francisco Luan de Sena e Igor Andrade de Sousa para a execução.

* Com informações do G1 PI

  

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