Sábado, 21 de setembro de 2019   -     02:36 |
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Polícia diz que suspeitos de golpes em bancos usavam máquina para falsificar assinaturas em cheques

As três pessoas presas pela Polícia Militar durante a tarde de quarta-feira (31) dentro de uma agência bancária no Centro de Teresina possuíam uma máquina utilizada para falsificar assinaturas em cheques, para então sacar o dinheiro no caixa, de acordo com a investigação do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO), da Polícia Civil. Os três suspeitos foram autuados por associação criminosa, uso de documento falso e estelionato.

De acordo com o delegado Tales Gomes, dentro da agência os suspeitos conseguiam dados bancários de correntistas de Teresina. Depois, iam até um veículo estacionado ao lado do banco, onde estava a máquina que falsificava assinaturas. Com o cheque falso devidamente preenchido, voltavam para a agência, para sacar o dinheiro.  

 Foto: TV Clube

O crime foi denunciado por funcionários da agência bancária, localizada na Avenida Frei Serafim, que suspeitaram da movimentação dos presos a entrar e sair da agência. Os suspeitos presos foram identificados como Maria Cristina da Silva Nunes, Moacir da Silva, de São Paulo, e Miguel Nunes da Silva, de Goiás. Em depoimento à Polícia Civil, os suspeitos declaram que aplicavam três golpes por dia, com um valor máximo por cheque, para evitar levantar suspeitas.

Segundo o delegado Tales Gomes, do Greco, Maria Cristina e Miguel estavam há dez dias em Teresina, esperando pela chegada de Moacir para cometerem os golpes. “Moacir tem experiência em gráfica e falsificação. Ele chegou domingo (28), e desde esse dia estavam aplicando golpes em bancos”, disse o delegado. 

Foto: TV Clube

O material usado pela quadrilha para cometer as fraudes foram encontrados dentro do carro e em um hotel localizando na Zona Norte de Teresina. Os policiais encontraram mais de 300 talões de cheque obtidos em crimes de roubo e furto. Os cheques tinham os dados bancários dos donos apagados e substituídos pelos de correntistas de Teresina.

Ainda segundo o delegado Tales Gomes, a investigação continua no sentido de tentar identificar quais outros bancos e quantas pessoas foram vítima dos suspeitos. 

* Com informações do G1 PI

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