Segunda, 24 de fevereiro de 2020   -     21:07 |
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ABC: Filha comprou a gasolina usada para queimar a família

Foto: Reprodução

O caso da família encontrada carbonizada dentro de um carro está próximo de ser solucionado. Em depoimento à polícia, Ana Flávia Gonçalves, filha do casal morto, disse que foi ela quem comprou a gasolina usada para incendiar o veículo em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A informação foi dada pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (9).

O caso aconteceu no dia 28 de janeiro, quando a polícia encontrou um veículo em chamas na estrada do Montanhão. Nele estavam os corpos de Romuyuki Gonçalves, de sua esposa, Flaviana, e do filho deles Juan. No dia seguinte, Ana Flávia e sua namorada, Carina Ramos, foram presas suspeitas do crime.

Na última quarta-feira (5), as duas confessaram participação no assalto à casa da família, mas negaram que tenham matado Romuyuki, Flaviana e Juan. A intenção era roubar cerca de R$ 85 mil que estaria em um cofre na residência.

De acordo com o Fantástico, a filha do casal foi interrogada por 40 minutos e em nenhum momento chorou ou mostrou arrependimento. Ela contou que foi ao posto de combustível com um dos três acusados de participação no crime e que o grupo ficou em dúvidas de onde o veículo seria deixado.

– Eles falaram: vai ser onde? No Montanhão? No Sertãozinho ou no Montanhão? Vamos queimar o carro’. A Carina falou: ‘você está louco? Não vai queimar o carro’ (…) Eu fui no posto com o Jonathan. Ele abasteceu o carro, encheu um galão de gasolina – disse.  

Foto: Reprodução

No dia do crime, Ana Flávia foi encontrar a família e depois saiu, voltou a com a namorada e os outros três acusados do crime. Elas fingiram que haviam sido rendidas pelos criminosos.

Em outro depoimento, um dos acusados do crime, Juliano Oliveira Ramos Junior, primo de Carina, disse que, antes de buscar o grupo, Ana Flávia chegou em casa, abraçou o pai e beijou o irmão.

– Amarramos o moleque, amarramos o pai e subimos com o pai (…) Eles [o grupo] estavam pedindo a senha do cofre e ele [Romuyuki] falava que não tinha, que isso quem tinha era a esposa dele [Flaviana] – relatou.

Juliano também contou que, ao saber que Romuyuki não tinha a senha do cofre, o plano do grupo mudou. De acordo com ele, Carina e Ana Flávia estavam bebendo cerveja e fumando durante a conversa para decidir o que fariam.

– Mudou. A Carina mudou tudo [o plano original] quando falou que tinha que matar o pai ou o moleque para a mãe ver que não tava de brincadeira. Ela queria a senha de tudo (…) Nesse momento, reuniu todo mundo [para decidir o que fazer] – ressaltou.

Ele ainda afirmou que Ana Flávia autorizou a morte de toda a família, inclusive a do irmão, e que foi Carina quem matou Romuyuki e Juan asfixiados. Já Flaviana foi morta antes do carro ser incendiado.

– [Carina disse que] tinha que matar todo mundo. Ela conversou com a Ana, passou a senha do cofre e perguntou se ia deixar a família viva ou matar todo mundo por causa da herança. Quando falou que tinha que matar, a filha autorizou, mas disse que não queria ver – explicou.

Além de Ana Flávia, Carina e Juliano, também são acusados do crime Guilherme Ramos da Silva e Jonathan Fagundes Ramos. Este último está foragido.

Todos negam participação no assassinato.

* Com informações do Pleno News

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