Sexta, 18 de setembro de 2020   -     23:47 |

Coluna Coluna Feitosa Costa

Assista: 170 pessoas são recuperadas com mesmo protocolo à base de hidroxicloroquina no interior de São Paulo

Em entrevista à TV Cidade Verde, o prefeito Carlos Prado, de Porto Feliz, no interior de São Paulo-SP, revelou que os leitos de UTIs da cidade foram esvaziados depois de adotados os métodos do mesmo protocolo usado em Floriano do Piauí, à base de hidroxicloroquina, azitromicina e corticóides, no tratamento precoce dos sintomas do novo coronavírus.

"Os médicos estão usando nas minhas equipes sentinelas dos postos de saúde. Nós disponibilizamos os medicamentos citados pela doutora Marina Bucar [médica piauiense]. O médico tem a liberdade de tá prescrevendo e o paciente tem a liberdade de tomar ou não", disse Prado.

De acordo com o prefeito, que também é médico, o protocolo tem evitado a internação de pacientes. "Quando iniciamos o protocolo, o que a gente viu foi um agravamento dos casos muito menor. A UTI que chegou a ter oito pessoas internadas, conseguimos dar altas para a maioria deles e agora estamos sem nenhum caso na nossa UTI".

No município, que tem cerca de 55 mil habitantes, o protocolo foi usado em aproximadamente 200 pacientes e desses 170 já tiveram alta. "Os médicos daqui decidiram que o melhor protocolo precoce, para não arriscar a vida de seus pacientes, seria o protocolo desenvolvido pela doutora Marina Bucar", destacou.

ASSISTA

PRIMEIROS CASOS NO PIAUÍ

Seguindo protocolos sob orientação da conterrânea Doutora Marina Bucar Barjud, que mora em Madri, coordenadora científica da Universidade de Zaragoza, na Espanha, médicos de Floriano estão salvando pacientes do coronavírus com aplicação de um eficiente coquetel à base de hidroxicloroquina, azitromicina e corticóides.

Os jornalistas Feitosa Costa e Francisco Barbosa revelaram nesta semana, em 1ª mão, que os pacientes deram entrada com sintomas da doença e foram submetidos aos procedimentos nas fases I (infecciosa) IIA (inflamatória sem hipóxia). Conforme o oncologista Sabas Vieira, com rápida evolução positiva dos quadros clínicos após aplicação dos remédios, nenhuma das pessoas precisaram ser internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Com relevado por esta coluna, a médica Marina Bucar Barjud, também de Floriano, uma das mentoras do protocolo, tratou mais de 600 pacientes em Madrid, onde a taxa de mortalidade por Covid-19, a partir dos mesmos procedimentos, caiu de 20% para 1,8%.

MEDIDAS PARA O ENFRENTAMENTO

Após vários dias de debates, estudos e aprimoramento, com apoio de classes científicas e médias, o Ministério da Saúde divulgou na quarta-feira (20) o novo protocolo que libera, no Sistema Único de Saúde (SUS), a utilização da cloroquina para casos leves e graves de Covid-19.

A mudança era defendida pelo presidente Jair Bolsonaro desde quando as primeiras pesquisas surgiram com resultados positivos obtidos através do medicamento no combate ao coronavírus.

Com a nova regra, o Brasil se junta a países como Espanha, Itália, EUA e Reino Unido que já utilizam o fármaco para combater a doença, mesmo em suas fases iniciais. O novo protocolo mantém a necessidade de o paciente autorizar o uso da medicação.

De acordo com o novo protocolo, os pacientes com Covid-19 em grau leve serão tratados com a Cloroquina, na dosagem de 450 miligramas, ou com o Sulfato de Hidroxicloroquina, na dosagem de 400 miligramas, a cada intervalo de 12 horas no primeiro dia e a cada 24 horas do segundo ao quinto dia.

Além dos antimaláricos, deverá ser receitado o antibiótico Azitromicina, aplicado na dosagem de 500 miligramas, apenas uma vez por dia durante os cinco primeiros dias do tratamento.

O protocolo ressalta que a utilização do medicamento só deve ser feita após avaliação médica, com realização dos exames e testes necessários.

Esta Matéria é assinada pelos Jornalistas Feitosa Costa e Francisco Barbosa



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