Terça, 15 de outubro de 2019   -     13:47 |
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Procon instaura inquérito contra Equatorial por conta de quedas de energia em Teresina

 Foto: Leal Comunicação

Os teresinenses sofreram diversos transtornos com a falta de energia elétrica que teve início na sexta-feira (4) e que só foi 100% restabelecida no domingo (6). Foram vários milhares de pessoas afetadas com o apagão e até as unidades de saúde tiveram o funcionamento prejudicado. Em razão disso, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) instaurou processo administrativo contra a concessionária Equatorial. A falta de energia em quase todos os bairros da cidade ocorreu após uma chuva com rajadas de ventos de 100km/h, que derrubou fios e postes. 

A portaria foi assinada nessa segunda-feira (7) pelo promotor de Justiça e coordenador-geral do Procon, Nivaldo Ribeiro. A Equatorial ainda não se posicionou sobre o caso e disse que ainda está consultando o jurídico da empresa. O Procon determinou que a Equatorial apresente sua defesa no prazo de 15 dias através de um relatório com o número de chamados recebidos na sexta-feira (4), no sábado (5) e no domingo (6) relacionados à falta de energia e em qual prazo foram atendidos, além das as ações adotadas.

Durante coletiva de imprensa nessa segunda-feira, o presidente da Equatorial, Nonato Castro, e o diretor de Operações, Cosme Cezário, apresentaram explicações sobre a falta de energia em Teresina. De acordo com Cosme Cezário, foram mais de 1.300 chamadas no Call Center da concessionária, 339 transformadores danificados e 15 postes tiveram que ser trocados. 

De acordo com o coordenador do Procon, a ausência do fornecimento de energia elétrica atingiu milhares de consumidores, inclusive serviços de relevância social como hospitais e maternidades. Na Maternidade Dona Evangelina Rosa, os médicos tiveram que realizar uma cirurgia com o auxílio da luz dos celulares. Já os corredores do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), ficaram totalmente no escuro e o gerador foi utilizado apenas para os serviços mais importantes, como o funcionamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por exemplo.  O HUT ficou sem energia das 18h30 de sexta-feira até às 5h do sábado. 

O Procon quer ainda que a empresa informe o número de atendentes que estavam disponíveis no call center no dia do apagão, além de informações sobre as equipes disponíveis para o reparo dos serviços de distribuição de energia elétrica e se houve medidas emergenciais no sentido de aumentar o número de funcionários diante da elevação dos chamados.

Foi marcada para o dia 25 de outubro, às 9h, uma audiência de conciliação para tratar da falta de energia e preservar os direitos dos consumidores. 

* Com informações do Procon

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